quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

YouTube completa cinco anos no ar com 1 bilhão de vídeos

As novidades que bombardeiam a internet a cada dia fazem parecer que o YouTube existe há muito mais tempo do que apenas cinco anos no ar. No dia 15 de fevereiro de 2005, foi registrado o domínio youtube.com, que passou a funcionar definitivamente ainda naquele ano e rapidamente se tornou um dos sites mais acessados do mundo. De acordo com o ranking da Alexa, empresa que monitora o tráfego de páginas ao redor do globo, ele é o quarto colocado, só perdendo para Google, Facebook e Yahoo, respectivamente. No Brasil, é o sexto, atrás de dois endereços do Google (google.com e google.com.br), do Orkut, do portal UOL e do Bing, serviço de busca da Microsoft.

Criado pelo trio Chad Hurley, Steve Chen e Jared Karim, então ex-funcionários do sistema de transações online PayPal, o site que começou como um sistema de compartilhamento de vídeos e se tornou símbolo do conceito de web 2.0, onde os usuários são os principais geradores de conteúdo. Hoje, o YouTube é praticamente uma biblioteca global da televisão. É fácil encontrar de tudo lá: desde videoclipes de qualquer banda até programas que saíram do ar há décadas. Mais do que isso, o serviço de vídeos online traz algumas das pessoas mais poderosas do mundo como clientes. O site já ofereceu exclusivamente uma coletiva com Barack Obama, um show da banda irlandesa U2 e até mesmo uma missa do Papa Bento XVI.

Hoje, os usuários do YouTube assistem a 1 bilhão de vídeos por dia. A quantidade de conteúdo gerada também é assombrosa: 20 horas de vídeo são recebidas pelo site a cada minuto. Com tanta gente assistindo e compartilhando vídeos, a oportunidade de faturar com publicidade é imensa. Assim, fica fácil entender porque o Google se apressou tanto para adquirir a empresa em novembro de 2006, pouco antes do segundo aniversário, por US$ 1,65 bilhão.

Hoje, o principal desafio do YouTube ainda é o mesmo daquela época: desenvolver um modelo lucrativo para seus compradores. A empresa não divulga números, mas o gasto não é pequeno, se levarmos em conta apenas o enorme tráfego de dados dos vídeos. De acordo com estimativas da revista Forbes, a renda do serviço de vídeos foi de US$ 200 milhões em 2008, e US$350 milhões ano passado. Pouco, considerando o tamanho do Google e a quantia investida.

Até agora, a principal estratégia do YouTube tem sido se aliar a parceiros. Sejam eles grandes como as gravadoras Universal, Warner, Sony e os canais de televisão CBS e NBC, ou usuários comuns com vídeos muito acessados, com os quais o YouTube compartilha parte da renda gerada pelos anúncios, por meio do Google AdSense. No ano passado, a empresa estendeu o programa de parcerias a todos os usuários cujo vídeo fique popular do dia para a noite.

Em ambos os casos, a intenção é lucrar com a possibilidade de atingir públicos específicos. Neste caso, o YouTube também funciona como rede social. "Se você levar em conta esse poder de fazer pessoas conversarem pelo vídeo, podemos entender porque somos a comunidade ideal para as pessoas encontrarem o conteúdo de seu interesse", diz o gerente de comunicação na AméricaLatina, Ricardo Blanco.

Ao ficar do lado dos principais grupos midiáticos, o YouTube também contornou um dos principais problemas: o excesso de material publicado ilegalmente. Em 2007, a Viacom, conglomerado que abrange Paramount e MTV, exigiu US$ 1 bilhão e a retirada do ar de 100 mil vídeos.

Celebridades

O principal impacto social do YouTube na internet foi o enorme potencial de dar fama a pessoas comuns. Quando o serviço começou a popularizar no Brasil e no mundo, vídeos muito acessados lançaram à categoria de 'celebridades da internet' a um ritmo muito mais rápido do que acontece com blogs e redes sociais.

São pessoas como o ator brasiliense Guilherme Zaiden, 21 anos. Em 2006, ele ficou conhecido por uma série de vídeos com personagens satirizando diversos estereótipos. O mais visto, Confissões de um emo (http://migre.me/jST3), teve mais de 1 milhão de acessos. Hoje, supera 5 milhões. De pessoa comum, chegou a ser reconhecido na rua e dar autógrafos. Os vídeos também renderam frutos para a sua carreira. Ele passou uma temporada em grupos de comédia de São Paulo, com direito a ponta em Caminho das índias.

De volta a Brasília, ele ingressou no curso de artes cênicas da UnB. Ele credita o sucesso ao fato de ter sido um dos pioneiros do YouTube, quando o site ainda não era muito conhecido. "Comecei a entrar no YouTube quando não era nem um pouco famoso no Brasil, antes dessa inundação de gatinhos e bebês sorrindo. Se eu tivesse colocado meus vídeos lá hoje em dia, acho que não faria o mesmo sucesso".

Hoje, ele vê que muitos dos vídeos mais acessados são reproduções do que já passa na televisão. "Acho que a produção para internet nunca vai ser como a da televisão. Por isso, não acho que uma possa dominar a outra. É a mesma conversa de quando falaram que o videocassete iria acabar com o cinema". Alçado pela internet, hoje confessa estar bem mais desconectado. "Não tenho conta no orkut nem no twitter. Quando eu era mais novo, usava bastante o MSN (Messenger), mas nem entro muito".

Fonte: http://www.wbibrasil.com.br

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Skype demonstra habilidade ao usar mídia social

O Skype lançou uma nova campanha chamada Skype Outside para promover seu serviço Skype Mobile. Uma equipe do Skype, de 5 artistas localizada em 5 países diferentes encoraja as pessoas ao redor do mundo a deixarem sua mensagem. Eles irão, em seguida, transformá-la em sua própria criação de arte e lançá-la como um vídeo.

Há uma grande variedade de artistas na equipe do Skype – um deles é um designer mascarado que desencadeia a sua mensagem de uma forma selvagem nas ruas de Tóquio, enquanto a outra é uma artista vanguardista dos E.U.A. que cria a sua mensagem com chocolate. A campanha está presente em diferentes plataformas de mídia social.

Com o Skype Outside eles mostram interesse em seus clientes e em ouvir as suas vozes. Eles ainda criam arte para eles. É uma campanha de co-criação onde as pessoas dão a semente e os artistas fazem a flor.

Fonte: http://www.midiassociais.net/2010/02/skype-demonstra-habilidade-ao-usar-midia-social/

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Internet vai deixar usuário mais inteligente, dizem especialistas...

Uma pesquisa feita on-line com 895 internautas e especialistas mostrou que mais de 75% dos entrevistados acreditam que a internet deixará as pessoas mais inteligentes ao longo dos próximos dez anos.

A maioria dos entrevistados também afirmou que a internet irá melhorar os níveis de leitura e escrita até 2020, segundo o estudo do Imagining the Internet Center, da Universidade de Elon, e o projeto Pew Internet and American Life.

"Três em cada quatro especialistas afirmaram que o uso da internet aumenta a inteligência humana, e dois terços disseram que o uso da internet já melhorou os níveis de leitura, escrita e compreensão de conhecimento", disse a coautora do estudo, Janna Anderson, diretora do Imagining the Internet Center.

Mas 21% dos entrevistados disseram que a internet tem o efeito contrário e pode até diminuir a inteligência de quem a usa muito.

"Ainda há muitas pessoas que são críticas do impacto do Google, Wikipedia e outras ferramentas da web", disse ela.

A pesquisa coletou opiniões de cientistas, líderes de negócios, consultores, escritores e engenheiros de tecnologia, além de internautas escolhidos pelo pesquisadores. Das 895 pessoas entrevistadas, 371 delas seriam "especialistas".

O que incitou os pesquisadores, em parte, foi uma reportagem de capa da Atlantic Monthly de agosto de 2008, escrita pelo repórter de tecnologia Nicholas Carr: "O Google está nos deixando burros?"

No artigo, Carr sugere que o uso excessivo da internet estaria afetando a capacidade de concentração e reflexão das pessoas. Carr, que participou do estudo, afirmou que ainda concorda com essa visão.

"O que a internet faz é transferir o foco de nossa inteligência de uma inteligência meditativa ou contemplativa para o que pode ser chamado de uma inteligência utilitária", disse Carr no release que acompanha a pesquisa. "O preço de ficarmos pulando de pedaço em pedaço de informação é a perda de profundidade de nossa reflexão."

Já o fundador do Craigslist, Craig Newmark, afirmou, que "as pessoas já usam o Google como adjunto de sua própria memória".

"Por exemplo, eu acho que estou certo sobre alguma coisa, e preciso de fatos para sustentar isso e o Google me ajuda com isso", disse ele.

A pesquisa também mostra que 42% dos especialistas acreditam que a atividade on-line anônima será "drasticamente reduzida" até 2020, graças a melhores sistemas de segurança e de identificação, ao passo que 55% creem que ainda será razoavelmente fácil navegar pela internet em anonimato daqui a dez anos.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u697332.shtml

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Dez dicas para uma empresa ter uma boa presença nas redes sociais!

Lista com recomendações foi feita a partir de dúvidas levantadas por executivos de companhias que pretendem atuar nas mídias sociais.

Ter uma boa presença nas redes sociais é o sonho de consumo de um número cada vez maior de empresas. Mas como alcançar esse objetivo?

Gustavo Zaiantchick e Diego Monteiro, respectivamente cofundador e consultor de redes sociais da Direct Labs, agência especializada em ações de relacionamento na internet, deparam-se todos os dias com uma série de interrogações levantadas por executivos de empresas. Por isso resolveram compilar as principais dúvidas identificadas nas companhias e fizeram alguns comentários a respeito delas.

A Direct Labs integra o Grupo Direct, formado a partir de investimentos de organizações como Rio Bravo, DGF Investimentos e CRP Companhia de Participações.

1- Como as mídias sociais contribuem para mudar o antigo esquema de comunicação “emissor-mensagem-receptor”?
As mídias sociais geram uma comunicação de duas vias entre os usuários e, desse modo, não há um receptor ou emissor preso a um desses papéis. Em um determinado momento você consumirá conteúdo e, no instante seguinte, comentará sobre o assunto que leu, ou seja, você passa de receptor a emissor e não se fixa a nenhuma dessas posições.

As mídias sociais estão se popularizando e já se tornaram um meio de comunicação essencial. Na escola, os alunos aprendem através de blogs; nas empresas, os funcionários expõem suas dificuldades em comunidades virtuais e por aí vai. A internet, que é o grande meio de comunicação deste século, tornou-se 2.0 e colaborativa com as redes sociais. Trata-se de um caminho sem volta.

2. Quais seriam as melhores maneiras de potencializar minha marca no Twitter e aumentar meu número de seguidores?
Nem sempre ter mais seguidores é potencializar sua marca no Twitter. O ideal é que o volume de seguidores esteja compatível com o seu público-alvo e que o conteúdo gerado no nesse canal seja realmente relevante para eles.

Uma das formas eficientes de se medir isso é por meio da observação de quanto o conteúdo gerado é retuitado pelos usuários, medindo a influência de quem replicou a mensagem ou também quantificando as conversas geradas via Twitter através de Direct Messages ou menções de sua conta. Um outro ponto importante é sempre divulgar o seu endereço de Twitter em todas as mídias nas quais a empresa for divulgada, seja no site, papelaria, e-mails, propagandas, etc.

3. Como fidelizar clientes por meio de uma rede social?
A fidelização de consumidores por meio das redes sociais ocorre por meio da geração de algum benefício palpável a eles. Assim, a primeira coisa a ser feita ao criar uma iniciativa nesses canais, buscando a fidelidade, é identificar o que interessa a esse público-alvo: que tipo de informações é relevante? Que tipo de relacionamento eles esperam? O que pode ser um benefício diário para esses usuários?

Tendo as respostas para essas e outras questões, os moderadores da rede social devem criar um plano editorial para que esses assuntos de relevância sejam abordados dentro de um cronograma correto, consistente e efetivo. Isso fará com que a rede seja constantemente "aquecida”, e as pessoas participarão de forma espontânea.

4. Qual é a melhor forma de chamar a atenção do meu público para os tópicos nas comunidades do Orkut? Como posso garantir a participação das pessoas ao passo em que a maioria usa as comunidades apenas para definir o próprio perfil?
O primeiro ponto é entender se o público-alvo que você quer atingir realmente usa o Orkut para suas conversas. Como está descrito, muitas pessoas só usam as comunidades como "selos" para seu perfil. Caso existam comunidades sobre o determinado assunto que estejam ativas no Orkut, o primeiro passo é estabelecer uma relação com elas como um usuário comum, mas tentando gerar valor para os demais.

Relacionamento é construído e conquistado com o tempo, nada é do dia para noite. É importante participar ativamente dessas outras comunidades e, a partir de um relacionamento já estabelecido, começar a divulgar ativamente a própria comunidade da empresa. Isso evitará que você seja expulso dos outros grupos e, além disso, terá outros usuários interessados em conhecer o seu ambiente.

5. Como estipular um preço para o serviço de redes sociais prestado aos clientes?
Dar preço a um serviço de redes sociais vai muito além da questão de desenvolvimento tecnológico. Aliás, pouco tem a ver com tecnologia. O que as empresas devem buscar são resultados efetivos de negócio e, principalmente, de relacionamento com consumidores, parceiros, comunidades, entre outros. Assim, a primeira etapa na formulação de um preço é o esforço para definir a estratégia e o planejamento das ações. Isso pode envolver uma equipe que deverá ser quantificada em número de horas, cruzando com a margem esperada.

A partir da definição do planejamento, inicia-se o processo de implementação das ações que envolvem horas de desenvolvimento, de geração de conteúdo, licenciamento de software e gestão de projetos. Depois de implementado, é fundamental orçar o esforço que a equipe terá na moderação dos ambientes, nos ajustes tecnológicos e na análise estratégica e de resultados. Ao se levantar o número de horas e demais custos desse processo todo, você conseguirá fixar um preço para seu projeto.

6. Quais as principais metodologias e métricas para a mensuração de ações de marketing nas redes sociais? Existe algum método para medir a força de uma marca nesse ambiente?
As métricas mais utilizadas para mensurar resultados em mídias sociais são os indicadores de visibilidade, influência, participação e engajamento. A visibilidade é traduzida por dados facilmente mensuráveis por meio de ferramentas como o Google Analytics. Exemplos no contexto de uma ferramenta social são: número de visitas, de onde vêm essas visitas, tempo que o usuário fica em cada página e etc. As de influência são medidas por meio de quantos outros ambientes estão referenciando a sua iniciativa, algo que pode se dar por meio de links e menções de terceiros.

Os indicadores de participação são aqueles que medem o quanto os usuários interagem no seu ambiente, ou seja, o conteúdo gerado. Isso pode acontecer através de comentários, fotos publicadas, vídeos inseridos e etc. Por último, a mensuração de engajamento, que são situações nas quais os usuários "vendem" e divulgam o seu negócio de forma espontânea, como, por exemplo, envio de "invites" para cadastramento ou criação de ambientes próprios de divulgação da marca, como comunidades em redes sociais ou contas no Twitter.

7. Nas mídias sociais, existe alguma forma de segmentar o público que desejo atingir?
Sim, com certeza. A segmentação se dá por duas maneiras: uma é pelo local da ação (que rede social você vai usar), assim como o público escolhido para começar uma interação. A outra maneira se dá pelo tema abordado. Usando as palavras-chave adequadas é possível fazer um conteúdo relevante para o público-alvo, além de potencializar suas aparições nos buscadores (seja no Google, seja nas mídias sociais) para quem procurar pelo tema.

8 - Marcas de grande porte correm um grande risco ao se inserirem nas mídias sociais?
Depende. Primeiro deve-se analisar como elas entram nas mídias sociais. Se a intenção é estar na moda ou conseguir um ROI (retorno sobre investimento) milagroso, então há um enorme risco. Mas se for uma estratégia consistente e a intenção for interagir com seu público, os riscos são praticamente nulos. Vale lembrar que não há nenhum risco maior do que não se inserir nas mídias sociais.

9. Qual o limite ético ao querer influenciar ou patrocinar blogueiros/tuiteiros que teoricamente produzem conteúdo independente e não comercial? O que é permitido e o que não é?
As pessoas seguem usuários no Twitter ou assinam RSS de blogs apenas por um único motivo: consideram aquele conteúdo interessante para elas. E o que é interessante? Em 99% das vezes, é aquilo que trata de assuntos abordados de forma imparcial, independente e espontânea. Mas nem sempre a mensagem tem essas características. Isto é, pessoas que primeiramente atraíram outros usuários em função do conteúdo, agora usam esse histórico positivo para produzir espaços pago/patrocinado.

O grande detalhe é que muitos geradores de conteúdo não especificam isso e misturam essas propagandas com aquilo que é, de fato, importante, fazendo as pessoas acreditarem que se trata de um conteúdo imparcial. Trata-se de um grande risco para o blogueiro/twitteiro e para a empresa que o patrocina, pois, se um usuário descobrir que está sendo "enganado", o canal pode perder a credibilidade na rede, e a marca se desgastar.

Assim, o limite está em nunca confundir o conteúdo do blog e twitter com formas de patrocínio. Uma alternativa é usar, por exemplo, o layout de background do twitter ou blog para que se venda espaço publicitário.

10. Que comportamentos podem ser vistos como exemplos de mau uso das mídias sociais?
Basicamente são aqueles que tentam disfarçar uma comunicação institucional e corporativa como algo espontâneo. Um exemplo é falar para um blogueiro o que escrever sobre a sua marca ou pagá-lo por um post que pareça espontâneo, em vez de veicular propaganda.

Também vale lembrar que ações que premiam determinados formadores de opinião com eventos ou brindes podem ser encaradas como "mau uso" por serem contra o princípio de participação das mídias sociais e por passarem uma ideia de segregação de público, já que privilegiam apenas alguns usuários com as recompensas.

Fonte: http://idgnow.uol.com.br/internet/2010/02/22/dez-dicas-para-uma-empresa-ter-uma-boa-presenca-nas-redes-sociais/

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Pesquisa revela comportamento das crianças na internet brasileira


A pedido do Valor, o Ibope Nielsen fez um levantamento sobre a corrida das crianças para a internet em todo o país. Foram consideradas apenas aquelas com idade entre 2 e 11 anos.

Em dezembro, das 28,5 milhões de pessoas que navegaram na internet a partir de suas casas, nada menos que 14% – quase 4 milhões de pessoas – eram crianças. Há dez anos, as crianças eram apenas 6% da audiência total da internet residencial. O volume é representativo, dado que, segundo levantamento populacional de 2008 realizado pelo IBGE, há 33,5 milhões de crianças no país com idade entre 2 e 11 anos.

Para os analistas, a explicação por trás desses números passa pela crescente popularização da internet, a redução no preço dos computadores e o desejo dos pais de levar o computador para os filhos.

Hoje, 15% das visitas a sites de jogos – um dos serviços mais procurados na web – são feitas por crianças. Um olhar mais atento, porém, revela que os pequenos também têm outros talentos na hora de navegar. As crianças, principalmente as meninas, diz José Calazans, analista de mídia do Ibope Nielsen, estão cada vez mais interessadas em se comunicar pela rede. “O PC tem se transformado em uma ferramenta de socialização para as crianças”, diz. No Orkut, uma das redes sociais mais populares da internet, a criançada já representa 10% das visitas. De cada dez usuários do sistema de troca de mensagens Messenger (MSN), um tem até 11 anos de idade. No último trimestre do ano passado, o UOL Crianças registrou 101,7 milhões de páginas visitadas. “Tivemos um crescimento de 138% sobre o terceiro trimestre”, diz Manoela Pereira, gerente geral de entretenimento do portal. “Apenas em dezembro, o canal recebeu 392 mil visitantes únicos.”

Companhias como os estúdios Disney já mostraram que a brincadeira on-line também é assunto de gente grande. Em 2007, a The Walt Disney Company pagou US$ 350 milhões pelo “Club Penguin”. O site, que cria um mundo virtual infantil, é hoje um dos mais acessados pela criançada no Brasil.

Das quase 4 milhões de crianças que navegaram pela internet em dezembro, mais de 50% – 2 milhões de crianças – visitaram páginas de ao menos uma loja virtual. “É claro que elas não estão ali para comprar algo, mas de alguma forma elas estão chegando até esses sites”, diz José Calazans, do Ibope. Boa parte dessa audiência é resultado de buscas por informações de brinquedos ou personagens de desenhos animados. Um estudo recente feito pela consultoria americana Mediamark Research apontou que, nos Estados Unidos, 46,3% das crianças com idade entre 6 e 11 anos estão usando a internet para conferir os produtos que veem na publicidade impressa ou na TV.

Fonte: http://www.midiassociais.net/2010/02/pesquisa-revela-comportamento-das-criancas-na-internet-brasileira/

Redes sociais no trabalho são mais controladas no Brasil

As empresas brasileiras são as que mais controlam o uso de mídias sociais - como Facebook, LinkedIn, Twitter, Ning, Plaxo, Hi5 e Second Life - no ambiente de trabalho, aponta uma pesquisa feita em 35 países pela Manpower, companhia norte-americana de rescursos humanos.

Segundo o levantamento, que ouviu 34 mil empregadores ao redor do mundo, 55% das empresas brasileiras têm alguma política de restrição, contra 20% registrado na média global.

Os setores que mais controlam o uso de mídias sociais no País, de acordo com o estudo, é o de finanças (81%), seguido do de transportes (65%).

Quase mil empregadores brasileiros foram entrevistados e a razão apontada por 77% deles para exercer o controle é tentar evitar a perda de produtividade. Ainda segundo o levantamento, 32% dos empregadores acreditam que as restrições no ambiente de trabalho ajudam a proteger informações confidenciais das companhias.

De acordo com a Manpower, as políticas para mídias sociais no Brasil ainda estão focadas no gerenciamento de risco e estas redes sociais não são avaliadas pela maioria dos empregadores como uma oportunidade a ser explorada.

O menor índice de controle foi registrado na Europa e na África. Na Polônia, apenas 1% das empresas exerce alguma política restritiva e na França, 2%. A média geral nas Américas é de 29%. Nos Estados Unidos, por exemplo, 24% das companhias controlam o uso de mídias sociais.

Fonte: http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI4256834-EI4803,00.html

O Twitter é jornalístico


Muitas pessoas ainda têm o pé atrás com as mídias sociais e, na esteira dessa desconfiança, com o pio do pássaro azul que eu, particularmente gosto e uso cada vez mais como referência diária de leitura jornalística.

Mas quando se fala em desconfiança, deve-se deixar claro que esta ainda reside no fato de que pela 1ª vez – não na história deste País, como gosta de divulgar aos quatro ventos em um bordão já manjado o nosso Presidente, mas – na história da humanidade – as pessoas começam a finalmente entender a diferença entre notícia e propaganda, entre visibilidade jornalística e os resultados de uma exposição de marca gerados com uma ação de marketing – o famoso ROI, ou seja, o retorno sobre o investimento.

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa

Esta era uma das explicações que, como assessora de imprensa sempre tive que “ensinar” aos clientes potenciais. Costumava usar aquela imagem clássica do emissor, mensagem e receptor, explicando o meu trabalho de intermediadora, mas sempre e desde que de um fato de interesse público.

Uma vez como jornalista – e primeiro crivo daquele fato merecedor de um trabalho de divulgação para o tal público, por entender de interesse para sua comunidade e, portanto, passível de virar notícia –, eu o trabalharia para que, com cara de notícia, este fato viesse a ser resultado em vários tipos de mídia. No decorrer da explicação, havia a observação sobre o cliente ou eu não termos qualquer controle sobre o tamanho, a data de divulgação e mesmo se o resultado sairia, em função de variáveis independentes de nossa vontade, ainda que pudéssemos sugerir números adicionais em tabelas, fotos e imagens, sempre com a intenção de agregar valor ao material principal e espaço ao resultado final. Diferentemente, a propaganda era o playground do cliente, de total controle do emissor da mensagem, porque paga em seu tamanho, conteúdo, número de página, cor etc..

As mídias sociais

Do ponto de vista do Marketing, as mídias sociais vêm-se aprimorando cada vez mais em casos de sucesso, revelando aqui e acolá como reverter ações em resultados que impliquem visibilidade e resultado. São promoções-relâmpago, pesquisas de fidelização com premiações, uma série de bons exemplos que aos poucos, vem formando um bom porfolio para agências e um novo jeito de se fazer negócio via web 2.0. E o jornalismo?

Este definitivamente não pode mais viver sem as mídias sociais. E, na opinião desta modesta representante da classe, sem o twitter. Se existe um nicho ao qual o passarinho azul encontrou seu lugar foi, sem sombra de dúvida este aqui. Senão vejamos:

· É mancheteiro de primeira qualidade; ganha o leitor quem fizer a melhor manchete nos 140 caracteres disponíveis, já com link e tudo para o corpo da matéria que se pretende lida;

· Já “furou” as mídias tradicionais em vários momentos; desde o episódio da divulgação da filmagem que postou o tiro fatal da moça que, como centenas de pessoas, caminhava num protesto pacífico contra a eleição do presidente do Irã, até a morte do cantor por Michael Jackson, passando por outros locais, como o caso do PCC em São Paulo e tantos outros;

· Tem praticamente todas as instituições de ensino de todos os graus e localidades, de Governo e as mídias mais importantes do mundo representadas nele e, portanto, twittando suas principais notícias e fatos.

Com toda esta gama de variedade de fontes diretas à disposição, como não ser jornalista e adepta aos ecléticos pios do pássaro azul?

Vany Laubé é jornalista, blogueira do Mosaico Social (http://mosaicosocial.blogspot.com), twitteira, professora de mídias sociais via podcast para a Rádio Mega Brasil online (http://www.megabrasil.com/radio/radio.htm), entre várias outras atividades. Desde o início do ano, ela colabora no Mídias Sociais, escrevendo sobre mídias sociais e jornalismo todas as 6as. Feiras. Para conhecer mais sobre seu trabalho, acompanhe-a no twitter (@mosaicosocial)

Fonte: http://www.midiassociais.net/2010/01/o-twitter-e-jornalistico/